Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dr. Yglésio elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal, adversários políticos e o que classificou como um “sistema articulado” de poder no Maranhão. A fala foi marcada por críticas diretas e acusações de perseguição.
O parlamentar iniciou abordando a operação da Polícia Federal contra um jornalista no estado, Luís Pablo, apontando repercussão internacional e criticando o silêncio de lideranças locais. Segundo ele, o episódio representa um avanço sobre a liberdade de imprensa e pode gerar efeitos mais amplos sobre a sociedade.
Ao tratar do Judiciário, Yglésio fez acusações contundentes contra o STF, afirmando que há um desequilíbrio institucional no país.
“A Constituição hoje virou um item decorativo para esse pessoal do Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Em seguida, reforçou o tom crítico ao defender mudanças profundas no sistema:
“Só uma nova ordem constitucional para dar jeito nisso, porque o STF não se submete nem ao controle pelo CNJ.”
O deputado também direcionou críticas ao ministro Flávio Dino, a quem atribuiu ambições políticas e uso da estrutura institucional para projeção nacional. Na avaliação de Yglésio, o atual cenário já antecipa disputas eleitorais futuras e revela uma movimentação estratégica de poder.
Além disso, ele apontou a existência de um “sistema de articulação” no Maranhão que, segundo afirmou, atua para proteger aliados e perseguir adversários. A crítica se estendeu à oposição, com acusações de seletividade e omissão diante de episódios envolvendo a imprensa e agentes públicos.
“Existe um grande sistema de articulação, infelizmente, hoje no Estado do Maranhão. Um sistema que deixa, há dois anos, o Estado sem conselheiro do TCE, um sistema que protege réus confessos e que matam depois de matarem um e que são tratados como vítimas.”
O discurso também citou interferências em outras áreas, como o caso da Federação Maranhense de Futebol, utilizado como exemplo de atuação política além dos limites institucionais. Para o deputado, essas ações reforçam a tese de que diferentes estruturas estariam sendo utilizadas para manutenção de influência.
Encerrando a fala, Yglésio fez um alerta sobre o impacto desse cenário na sociedade, destacando o risco de intimidação não apenas de jornalistas, mas também de cidadãos comuns.
“Se a imprensa está sendo calada, imagina o cidadão comum no momento de dar a sua opinião.”

