A Assembleia Legislativa do Maranhão deu aval, nesta quarta-feira, 25, à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar denúncias que envolvem o vice-governador Felipe Camarão. O requerimento foi lido em plenário pelo deputado Ricardo Arruda e agora segue para publicação no Diário Oficial da Casa, etapa necessária para formalizar os próximos passos.
O pedido de criação da CPI reuniu 23 assinaturas. Inicialmente, a articulação previa 24 parlamentares, mas o deputado Eric Costa não conseguiu assinar o documento por estar em viagem no momento da coleta. Ainda assim, o número foi suficiente para viabilizar a abertura da comissão, conforme o regimento interno.
Com a publicação do requerimento, inicia-se a fase de indicação dos membros que irão compor a CPI, incluindo a escolha do presidente, relator e demais integrantes. A expectativa entre deputados é de que a definição dos nomes aconteça nos próximos dias, permitindo o início efetivo dos trabalhos.
A comissão deve analisar um conjunto de denúncias que vêm circulando no meio político e ganharam força nas últimas semanas. Entre os pontos que devem ser analisados estão movimentações financeiras via transferências Pix consideradas atípicas, além de relatos que citam a participação de militares em situações relacionadas ao contexto das acusações. Esses elementos passaram a ser mencionados com mais frequência e motivaram parlamentares a defender uma apuração mais aprofundada no âmbito do Legislativo.
Também entram no radar da CPI questionamentos sobre possíveis implicações administrativas e a necessidade de esclarecimentos formais por parte do vice-governador. Nos corredores da Assembleia, há deputados que avaliam que o avanço das investigações pode levar à discussão de medidas mais duras, como um eventual pedido de afastamento, a depender do que vier a ser apurado ao longo dos trabalhos.
A movimentação em torno da CPI já provoca reações entre aliados e opositores, que vêm tentando blindar Felipe Camarão, enquanto a composição da comissão e os primeiros passos da investigação passam a concentrar as atenções dentro da Assembleia.

