A adesão do ex-prefeito Lahésio Bonfim leva o ex-prefeito de São Luís a ter que tomar uma posição política, diante de uma eleição cada vez mais polarizada entre esquerda e direita, também no Maranhão
BRAIDE QUER POLARIZAR A ELEIÇÃO SEM ASSUMIR POSIÇÃO IDEOLÓGICA, mas reúne cada vez mais a direita bolsonarista em seu palanque
As últimas movimentações na pré-campanha do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) se aproximam cada vez mais da extrema direita. A anunciada desistência de Lahésio Bonfim (Novo), com especulações de uma aliança com Braide, leva ao entendimento de que Braide reforçaria um palanque bolsonarista do Maranhão.
Ao contrário do ex-prefeito de São Luís, que esconde sua preferência pelo bolsonarismo, Lahésio sempre assumiu seu posicionamento político de direita, apresentando-se como um representante de Bolsonaro no Maranhão.
Não foi à toa que a cidade onde administrou, São Pedro dos Crentes, deu a maior votação do estado a Jair Bolsonaro (PL): 62,33%, no segundo turno das eleições de 2022, contra 37,67% dos eleitores que votaram em Lula (PT).
- Eduardo Braide deu demonstração de fragilidade política ao escolher como vice uma empresária completamente alheia à vida partidária;
- e tomou a decisão sem declarar apoio, nem ao presidente Lula (PT), nem ao senador Flávio Bolsonaro (PL), fazendo críticas à “ideologia”.
A aposta que Braide faz na na polarização – espelhando-se no cenário nacional – pode representar um tiro pela culatra. Em 2022, Lula obteve 71,14% dos votos válidos no Maranhão, no segundo turno das eleições, enquanto Bolsonaro obteve 28,87% dos votos.
- Nada menos que 2 milhões, 668 mil e 25 maranhenses votaram em Lula.
E o momento também não é dos melhores para que Braide “saia do armário” e se assuma o bolsonarista que sempre pareceu ser: pesquisa Quaest de junho, divulgada essa semana, mostra que o presidente Lula abriu seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro;
Mas uma coisa já está clara: agora é oficial polarização na política maranhense…
